A questão dos direitos autorais

  • Eu Faço Música
    • Associações
    • Distribuição
    • Calendário
    • Comunicados
    • Para titulares
    • Regulamento de Distribuição
  • Eu Uso Música
    • Arrecadação
    • Serviços ao Usuário
    • Simulador de Cálculo
    • Regulamento de Arrecadação
  • Unidades do Ecad
  • Canal do Usuário
  • Associações
  • Caminho do Direito Autoral
  • Imprensa
  • Notícias em Pauta
  • Transparência
  • GRC
Conheça o Ecad Ícone mensagem Fale com o Ecad Banco de dados Ecadnet Ícone nova janela
  • Associações
  • Caminho do Direito Autoral
  • FAQ
  • Imprensa
  • Notícias em Pauta
  • Transparência
  • GRC
Ícone mensagem Unidades do Ecad Banco de dados Ecadnet Ícone nova janela
Logo ECAD
  • Eu Faço Música
    • Associações
    • Distribuição
    • Calendário
    • Comunicados
    • Para titulares
    • Regulamento de Distribuição
  • Eu Uso Música
    • Arrecadação
    • Serviços ao Usuário
    • Simulador de Cálculo
    • Regulamento de Arrecadação
  • Conheça o Ecad
  • Canal do usuário
  • Fale com o Ecad
PÁGINA INICIAL Notícias A questão dos direitos autorais
A questão dos direitos autorais

A questão dos direitos autorais

08.07.2010 Notícias

Sérgio Cruz Lima, professor universitário (UFPel) e escritor

Importantes veículos de comunicação têm debatido a questão dos direitos autorais no Brasil. Todavia, nenhum deles, pelo que me consta, abordou o ponto nevrálgico do problema: a propositura da nova legislação de direitos autorais do Ministério da Cultura, o MinC, que carrega em suas veias a bactéria do patrulhamento cultural.

Em geral, o debate divaga entre duas questões: a descriminalização da cópia simples de livros ou de downloads de arquivos de áudio. Mais raramente, abrange a hipotética carência de transparência das associações vinculadas à gerência coletiva dos direitos autorais no país. Contudo, pouco se fala naquilo que jaz oculto na proposta do MinC, ou seja, a estatização da arrecadação dos direitos autorais no território nacional, por meio da criação de mais uma empresa estatal, de mais um cabide de empregos para apaniguados políticos – o Instituto Brasileiro dos Direitos Autorais, o IBDA.

Escritores, intérpretes, dramaturgos, compositores musicais, artistas plásticos, músicos e atores laboram na construção de um programa nacional de cultura que seja capaz de suscitar lídimos instrumentos incentivadores para os criadores, sem tolerar brechas ao intervencionismo alienígena no mundo cultural.

O Brasil – e isso é histórico! – sempre abraçou institutos antropocêntricos capazes de assegurar ao criador de cultura, a gestão de sua obra, acatando o regramento próprio ao direito do autor. Assim tem sido a tradição. Assim tem sido a regra. Hoje, porém – talvez com propósitos inconfessáveis! – os mentores da política flexibilizatória, amimando interesses de "empresas disponibilizadoras de conteúdo por meio de novas tecnologias", asseguram que o direito dos criadores de cultura proíbe o povo brasileiro de ter acesso aos conteúdos culturais trabalhados. E mais grave: difundem suas intenções arrostando a urgência da intervenção do Estado na vida dos autores. Pior: menosprezam as convenções internacionais, ratificadas pelo Brasil.

Ora, na terra descoberta por Cabral, o legislador sempre tomou cuidado de auscultar as aspirações dos responsáveis pela criação cultural. E assim, em 1998, o Congresso Nacional aprovou a lei do direito autoral – lei 9610 – ora vigente. Mas a lei mencionada exige alterações? Claro que sim. O mundo mudou. Mas não há grandes mudanças a fazer. A legislação vigente consagra o espírito antropocêntrico do direito autoral e possibilita aos criadores de cultura a livre geração de seus repertórios.

Sob o pretexto da consulta popular, o que se quer agora é inventar instrumentos de controle da produção intelectual brasileira. Os que aspiram tutelar a criação intelectual, os que sonham com maiores rendimentos pecuniários e os que semeiam a desobediência à lei, por certo influenciam os ingênuos. Munidos de raciocínios exóticos à ordem jurídica do país, tentam transferir ao Estado função e direito que não são da sua competência.

Alerta, a sociedade civil se organiza. Constrói um programa nacional de cultura capaz de preservá-la. Para impedir o cartorialismo. Para agilizar instrumentos de proteção. Para minar a intervenção nos direitos e garantias do indivíduo.
O que ocorre agora é um grave imbróglio entre os interesses do governo do PT e o papel do Estado. O que se exige do novo chefe da Nação a ser eleito no ano em curso é a execução de um programa de inteligência sem intervencionismo. Mais: que não se distribuam verbas públicas para consagrar companheiros partidários. Mais ainda: que não se estorvem as criações e as realizações daqueles que discordam da ideologia governamental.

O que se aspira, caro leitor, é a paz social. Repugna o aprofundamento do vórtice ideológico. É chegada a hora de purgar o intervencionismo. Aos intelectuais, aos artistas – à fortiori – o que lhes pertence. A cada um, o que é seu. Voltaremos…

 

compartilhe este conteúdo

Facebook Whatsapp Linkedin

continue lendo

Alexandre Pires completa 50 anos e tem trajetória celebrada em levantamento do Ecad

Alexandre Pires completa 50 anos e tem trajetória celebrada em levantamento do Ecad

08.01.2026 Notícias

Ranking revela as músicas mais tocadas e regravadas do cantor e compositor Com uma carreira marcada por grandes sucessos da música brasileira, Alexandre Pires completa 50 anos hoje, dia 8 de janeiro. Para celebrar a ...

Festas de Réveillon no Nordeste terminam com pendências de direitos autorais 

Festas de Réveillon no Nordeste terminam com pendências de direitos autorais 

06.01.2026 Notícias

Com o encerramento das festas de Réveillon em todo o país, um levantamento interno do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) revela que diversas cidades do Nordeste seguem inadimplentes no pagamento de ...

2025: um ano decisivo para o Ecad, para o direito autoral e para o futuro da música no Brasil

2025: um ano decisivo para o Ecad, para o direito autoral e para o futuro da música no Brasil

30.12.2025 Notícias

Por Isabel Amorim, superintendente executiva do Ecad O ano de 2025 marcou uma virada importante para o Ecad e para todo o ecossistema musical brasileiro. Em um cenário de mudanças aceleradas, impulsionadas ...

Paraná celebra 172 anos e música movimenta mais de R$ 77 milhões no estado

Paraná celebra 172 anos e música movimenta mais de R$ 77 milhões no estado

18.12.2025 Notícias

Dados do Ecad mostram crescimento da arrecadação e destacam a força da execução pública de música em 2024 O Paraná chega ao seu aniversário de 172 anos, celebrado em 19 de dezembro, com números que reforçam a imp...

Roberta Sá completa 45 anos e Ecad revela ranking de suas músicas mais tocadas

Roberta Sá completa 45 anos e Ecad revela ranking de suas músicas mais tocadas

17.12.2025 Notícias

Levantamento destaca as canções mais executadas com participação da artista como intérprete A voz de Roberta Sá ajudou a renovar o samba nas últimas décadas. Ao completar 45 anos no próximo dia 19 de dezembro, a ca...

Então é Natal 

Então é Natal 

16.12.2025 Notícias

Não é por acaso que, ao chegar dezembro, a sensação é de que a música “Então é Natal”, de Claudio Rabello, John Lennon e Yoko Ono, na voz de Simone, está em todos os lugares. Um levantamento do Ecad (Esc...

Ícone com seta para esquerda Voltar para listagem
Logo ECAD

Sobre o ECAD

  • O Ecad
  • Resultados
  • Ranking
  • Gestão coletiva
  • Caminho do Direito Autoral

Associações

  • Conheça as Associações
  • Abramus
  • Amar
  • Assim
  • Sbacem
  • Sicam
  • Socinpro
  • UBC

Eu Faço Música

  • Associações
  • Distribuição
  • Calendário de distribuição
  • Comunicados
  • Titulares

Eu Uso Música

  • Arrecadação
  • Serviços ao Usuário
  • Simulador de Cálculo
  • FAQ
  • Imprensa
  • Em Pauta

Fale com o Ecad

  • Onde estamos
  • Fale com o Ecad
  • Canal de Ética
  • Trabalhe Conosco

Redes sociais

Canal do Usuário Acesso ao Ecadnet
  • Portal da privacidade
  • Termos de uso
  • Política de Cookies
whatsApp milla-closed milla-opened