Ecad é exemplo de empresa privada que deu certo

  • Eu Faço Música
    • Associações
    • Distribuição
    • Calendário
    • Comunicados
    • Para titulares
    • Regulamento de Distribuição
  • Eu Uso Música
    • Arrecadação
    • Serviços ao Usuário
    • Simulador de Cálculo
    • Regulamento de Arrecadação
  • Unidades do Ecad
  • Canal do Usuário
  • Associações
  • Caminho do Direito Autoral
  • Imprensa
  • Notícias em Pauta
  • Transparência
  • GRC
Conheça o Ecad Ícone mensagem Fale com o Ecad Banco de dados Ecadnet Ícone nova janela
  • Associações
  • Caminho do Direito Autoral
  • FAQ
  • Imprensa
  • Notícias em Pauta
  • Transparência
  • GRC
Ícone mensagem Unidades do Ecad Banco de dados Ecadnet Ícone nova janela
Logo ECAD
  • Eu Faço Música
    • Associações
    • Distribuição
    • Calendário
    • Comunicados
    • Para titulares
    • Regulamento de Distribuição
  • Eu Uso Música
    • Arrecadação
    • Serviços ao Usuário
    • Simulador de Cálculo
    • Regulamento de Arrecadação
  • Conheça o Ecad
  • Canal do usuário
  • Fale com o Ecad
PÁGINA INICIAL Notícias Ecad é exemplo de empresa privada que deu certo
Ecad é exemplo de empresa privada que deu certo

Ecad é exemplo de empresa privada que deu certo

19.06.2012 Notícias

Por: Hildebrando Pontes

 

Perigo de retrocesso

Estou convencido de que as recomendações apresentadas pela CPI instaurada contra o Ecad têm endereço certo: ferir de morte a gestão coletiva dos direitos autorais musicais no Brasil, ou quando menos, torná-la imprestável, em detrimento dos compositores e intérpretes. Quem lê o relatório final, fica com a nítida sensação de uma investigação parcial, de uma gritante omissão com relação a fatos e situações a envolver o sistema autoral como um todo.

A parcialidade foi de tal ordem, que o Ecad teve que recorrer ao STF para ver garantido seu direito de defesa, obstado pelos integrantes da CPI.

As investigações recaíram apenas sobre o Ecad, sociedades autorais e seus dirigentes, como se fosse plausível examinar a execução pública musical sem incluir o sistema de radiodifusão, cuja inadimplência em 2011, das TVs fechadas foi de 98%, e das TVs abertas de 70%, sem contabilizar, ainda, a inadimplência do próprio Poder Público.

Celso B. Mello, citado por Rodrigo Moraes em "Uma Reflexão Sobre a CPI do Ecad", denuncia que nas concessões públicas (radiodifusão): "é grande o número de congressistas que desfruta de tal benesse. Neste setor reina – e não por acaso – autêntico descalabro. (…) inexiste coragem para enfrentar ou sequer incomodar forças tão poderosas – as maiores existentes no país".

A CPI da conta de que estabeleceu "virtuosa parceria" com o Centro de Tecnologia da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas, esquecendo-se os seus membros que qualquer neófito sabe que o CTS-FGV defende abertamente a "flexibilização" das regras autorais e a implementação das licenças virtuais Creative Commons, pressupostos alienígenas, sem qualquer compromisso com a cultura deste país.

Proclamou, ainda, a CPI, que o CTS-FGV é dirigido "pelo jovem e brilhante professor Ronaldo Lemos", autor do anteprojeto, que redundou no projeto do anexo I, confuso, contraditório, um péssimo remix do que já existia. O ardoroso defensor do "Creative Commons", tem se notabilizado como crítico do direito autoral brasileiro, que sob a sua ótica funciona como "um grande NÃO", presente em Direito, tecnologia e cultura (Editora FGV).

A CPI recomendou a criação no âmbito do Ministério da Justiça de uma Secretaria e de um Conselho Nacional de Direitos Autorais (SNDA e CNDA), estruturas administrativas burocráticas, com competência para regular, mediar conflitos e fiscalizar as entidades de gestão coletiva de direitos autorais, como se esta função coubesse a este órgão. A proposta da CPI é retirar do MinC a condução das políticas autorais, a derrogar todo o sistema com a fragilização do Ecad.

Com a criação da Secretaria e do Conselho consumados, sugere a CPI que "o Ministério da Justiça abra um amplo debate com a sociedade sobre a pertinência de criação de uma autarquia própria, autônoma, com competência para dispor sobre a gestão coletiva de direitos autorais."

Inflar a máquina estatal com a criação de novas estruturas para conduzir a gestão coletiva das obras musicais, um direito privado, é um retrocesso.

O projeto do anexo I encontra-se em rota de colisão com o projeto autoral enviado à Casa Civil, na medida em que ele propõe separar o sistema de gestão coletiva de direitos de execução pública musical das demais regras previstas sistemicamente! Que interesses econômicos pugnam pelo desmantelamento do sistema vigente, construído a duras penas pelos autores deste País?

O relatório da CPI expressa que o Ecad administra atualmente 3,225 milhões de obras musicais, 1.194 fonogramas e 536 mil titulares de música cadastrados. Reconhece que o EcadD é um das maiores instituições de direitos autorais da América Latina, que em 2011 arrecadou R$ 540,5 milhões, tendo distribuído R$ 411,8 milhões.

Esses dados são um indicativo, até para os mais desavisados, de que o Ecad constitui-se numa empresa privada que deu certo. Na atividade privada só se alcança tão expressivos resultados com um mínimo de organização. O Ecad de hoje é o Ecad possível, é o que suporta o peso da inadimplência da radiodifusão nacional, e de parcela do Poder Público. O Ecad ideal virá, mesmo contra a vontade de seus detratores de plantão.

Que fique a lição: "Por mais graves que sejam os fatos pesquisados pela Comissão Legislativa, não pode desviar-se dos limites traçados pela Constituição nem transgredir as garantias que, decorrentes do sistema normativo, foram atribuídas à generalidade das pessoas. Não se pode tergiversar na defesa dos postulados do Estado Democrático de Direito e na sustentação da autoridade normativa da Constituição da República, eis que nada pode justificar o desprezo pelos princípios que regem, em nosso sistema político, as relações entre o poder do Estado e os direitos do cidadão – de qualquer cidadão" (STF, MS 23.576).

O Ecad é fruto de uma conquista histórica, que começou a ser desenhada em 1916, com a primeira sociedade autoral, a SBAT: conquista se preserva, se mantém, se aperfeiçoa.

 

compartilhe este conteúdo

Facebook Whatsapp Linkedin

continue lendo

Prefeitura de Linhares (ES) acumula dívida de R$ 800 mil em direitos autorais de execução pública musical

Prefeitura de Linhares (ES) acumula dívida de R$ 800 mil em direitos autorais de execução pública musical

16.07.2026 Notícias

Município está inadimplente com o Ecad desde julho de 2025; valores arrecadados são destinados a compositores e artistas Com cerca de R$ 800 mil em direitos autorais não pagos pela Prefeitura de Linhares, no Espírito S...

Artistas e compositores deixam de receber R$ 15 milhões em direitos autorais no Rio Grande do Norte

Artistas e compositores deixam de receber R$ 15 milhões em direitos autorais no Rio Grande do Norte

16.07.2026 Notícias

Natal e Mossoró estão na lista de prefeituras inadimplentes junto ao Ecad Com cerca de R$ 15 milhões em direitos autorais não pagos por prefeituras do Rio Grande do Norte, milhares de artistas e compositores deixam de s...

Aos 60 anos, Samuel Rosa tem trajetória celebrada em levantamento do Ecad

Aos 60 anos, Samuel Rosa tem trajetória celebrada em levantamento do Ecad

13.07.2026 Notícias

“Resposta” lidera os rankings de execuções públicas e regravações de seu repertório Ao longo de mais de quatro décadas de carreira, Samuel Rosa construiu um repertório que ajudou a escrever a história do pop ro...

IA na música: inovação não pode significar apropriação

IA na música: inovação não pode significar apropriação

10.07.2026 Notícias

A inteligência artificial já faz parte da música. Ela apoia processos criativos, ajuda na organização de grandes volumes de dados, contribui para a identificação de obras e pode tornar a gestão coletiva cada vez mais e...

Governo do Amazonas acumula dívida superior a R$ 8 milhões em direitos autorais de música

Governo do Amazonas acumula dívida superior a R$ 8 milhões em direitos autorais de música

09.07.2026 Notícias

Levantamento do Ecad aponta que cerca de 75% do débito refere-se ao Festival de Parintins O Governo do Estado do Amazonas acumula uma dívida superior a R$ 8 milhões em direitos autorais de execução pública de músicas...

80 anos de João Bosco: veja repertório que marcou a música brasileira

80 anos de João Bosco: veja repertório que marcou a música brasileira

09.07.2026 Notícias

Levantamento do Ecad destaca as músicas mais tocadas e regravadas do compositor Dono de uma obra sofisticada, João Bosco chega aos 80 anos, celebrados no próximo dia 13 de julho. Para homenagear a data, o Ecad (Escritór...

Ícone com seta para esquerda Voltar para listagem
Logo ECAD

Sobre o ECAD

  • O Ecad
  • Resultados
  • Ranking
  • Gestão coletiva
  • Caminho do Direito Autoral

Associações

  • Conheça as Associações
  • Abramus
  • Amar
  • Assim
  • Sbacem
  • Sicam
  • Socinpro
  • UBC

Eu Faço Música

  • Associações
  • Distribuição
  • Calendário de distribuição
  • Comunicados
  • Titulares

Eu Uso Música

  • Arrecadação
  • Serviços ao Usuário
  • Simulador de Cálculo
  • FAQ
  • Imprensa
  • Em Pauta

Fale com o Ecad

  • Onde estamos
  • Fale com o Ecad
  • Canal de Ética
  • Trabalhe Conosco

Redes sociais

Canal do Usuário Acesso ao Ecadnet
  • Portal da privacidade
  • Termos de uso
  • Política de Cookies
whatsApp milla-closed milla-opened