Nossa pirataria de cada dia – O Globo

  • Eu Faço Música
    • Associações
    • Distribuição
    • Calendário
    • Comunicados
    • Para titulares
    • Regulamento de Distribuição
  • Eu Uso Música
    • Arrecadação
    • Serviços ao Usuário
    • Simulador de Cálculo
    • Regulamento de Arrecadação
  • Unidades do Ecad
  • Canal do Usuário
  • Associações
  • Caminho do Direito Autoral
  • Imprensa
  • Notícias em Pauta
  • Transparência
  • GRC
Conheça o Ecad Ícone mensagem Fale com o Ecad Banco de dados Ecadnet Ícone nova janela
  • Associações
  • Caminho do Direito Autoral
  • FAQ
  • Imprensa
  • Notícias em Pauta
  • Transparência
  • GRC
Ícone mensagem Unidades do Ecad Banco de dados Ecadnet Ícone nova janela
Logo ECAD
  • Eu Faço Música
    • Associações
    • Distribuição
    • Calendário
    • Comunicados
    • Para titulares
    • Regulamento de Distribuição
  • Eu Uso Música
    • Arrecadação
    • Serviços ao Usuário
    • Simulador de Cálculo
    • Regulamento de Arrecadação
  • Conheça o Ecad
  • Canal do usuário
  • Fale com o Ecad
PÁGINA INICIAL Notícias Nossa pirataria de cada dia – O Globo
Nossa pirataria de cada dia – O Globo

Nossa pirataria de cada dia – O Globo

04.04.2016 Notícias

​A pirataria parece ter se enraizado de vez nos
hábitos do brasileiro. Depois que comprar DVDs copiados e baixar música grátis
na internet se tornou algo que pouca gente tem vergonha de esconder, nos
últimos anos a moda atingiu o mundo dos livros. Com a chegada das plataformas
digitais e de sites como Scribd ou Wattpad, praticamente todos os livros
publicados passaram a ter sua cópia pirata disponível para leitura e download
na internet.


Meses atrás, em discussão entre colegas
escritores, a maioria estava indignada com os milhares de downloads que seus
livros tinham recebido em poucos meses. Na época, para evitar o estresse,
preferi nem buscar o número dos meus. Parecia-me uma guerra inútil no
território novo do mundo digital. Melhor seguir escrevendo. Até que,
recentemente, nas redes sociais, um jovem me procurou pedindo o PDF do meu
último livro. Neguei com educação, pensando ser um caso isolado. Dias depois,
outro jovem com o mesmo pedido. E mais outro. E mais outro, que resolveu
discutir: explicou que estava sem dinheiro e que era egoísmo de minha parte não
querer disseminar cultura por aí. Basicamente, ele fazia um “favor” por estar
interessado no meu trabalho.

Pior, aquelas pessoas não faziam ideia de que,
ao baixar uma música ou solicitar o PDF de um livro, praticavam uma
ilegalidade. Não se davam conta de que estavam driblando a legislação e
prejudicando toda a cadeia produtiva do produto. Em suma, não percebiam a
dimensão do problema. É um assunto que me incomoda desde a época da faculdade
de direito na Uerj. Após as aulas na universidade sobre questões como
legalidade e justiça, o professor indicava aos alunos que, em uma pasta com seu
nome, havia textos e capítulos inteiros para serem fotocopiados. Sempre me
pareceu haver algo de errado aí.

Quando estava no quinto ou sexto período, uma
situação curiosa ocorreu: o professor deixou na xerox alguns capítulos de um
livro escrito por outra professora da casa. Uma vez confrontado, argumentou que
era material de pesquisa aos alunos e que estava ajudando a disseminar a visão
doutrinária da professora. Quando soube do caso, a autora do livro agradeceu a
suposta gentileza do colega professor, mas pediu que não fossem mais feitas
fotocópias do seu trabalho no ambiente universitário.

A naturalidade com que se encara a situação é
que assusta. Tenho bons amigos que vivem de direitos autorais e de imagem
(escritores, atores, roteiristas, fotógrafos e jornalistas) e que assumem
consumir pirataria, principalmente para encontrar filmes e livros raros. “É
mais fácil que já consigo o material logo, em vez de encomendar”, defendem. É a
celeridade engolindo a moral.

Outro argumento dos que defendem a pirataria é
a disseminação do conteúdo. Segundo a lógica deturpada, a pirataria contribui
para que se leia mais. Em tom de consolo, ainda dizem que alguns leitores
comprarão o livro depois. E daí? Funciona como alguém que rouba chocolates numa
loja de departamentos. É crime, mesmo que o cliente passe a gostar do chocolate
e comprá-lo depois.

Por vezes, nos departamentos de marketing, as
editoras até oferecem trechos e capítulos do livro para download gratuito e
legal, mas a obra completa de um autor não é (nem pode ser) amostra grátis de
seu trabalho. Afinal, tanto o cinema como a literatura e a música são
manifestações artísticas, mas também servem a sustentar diversos profissionais
do mercado. Ignorar a realidade econômica em benefício da facilidade e
disseminação do conteúdo não é mera inconsciência, é má-fé.

Ainda assim, os sites disponibilizando
material pirata crescem a cada dia. Esta semana, um economista de um periódico
de renome, ao tratar das contenções de despesa que as famílias poderiam fazer
em período de crise, sugeria substituir cinema e Netflix por download de
filmes. Segundo a mesma lógica, livros e músicas também deveriam ser
“substituídos” — eufemismo para “pirateados”. Não estou dizendo que sou um
pilar da ética. Mas compro meus DVDs, meus livros e faço uso de aplicativos
pagos para escutar as músicas que me interessam.

Esta ideia de Robin Hood do conteúdo não me
atrai, mesmo que os leitores comprem o livro depois. Vale a máxima: os fins não
justificam os meios. Não bastasse, mesmo alegando miséria, é comum que o
pirateador gaste seu dinheiro para comer bem, viajar e sair. Acredite, não é o
preço do livro ou do ingresso de cinema que é o problema.

Não sou contra autores que autorizam a
publicação gratuita do seu trabalho — enquanto detentor dos direitos autorais,
eles têm o direito de fazer o que bem entenderem. Tampouco acredito que a arte
atenda somente a fins econômicos — em alguns momentos, já doei meus livros a
bibliotecas de escolas públicas e a jovens carentes. Acontece que estas são
exceções, não a regra. Fazer literatura, cinema e música é trabalho e deve ser
remunerado como tal.


​

compartilhe este conteúdo

Facebook Whatsapp Linkedin

continue lendo

Dinho, vocalista do Mamonas Assassinas, faria 55 anos e Ecad relembra as músicas que marcaram sua trajetória

Dinho, vocalista do Mamonas Assassinas, faria 55 anos e Ecad relembra as músicas que marcaram sua trajetória

02.03.2026 Notícias

Levantamento reúne as obras mais executadas e regravadas do artista No dia 5 de março, Dinho, vocalista dos Mamonas Assassinas, completaria 55 anos. A partida precoce do artista, em 1996, interrompeu uma trajetória mete...

Ecad intensifica ação de conscientização em Boa Vista (RR) e Cacoal (RO) sobre direitos autorais de música

Ecad intensifica ação de conscientização em Boa Vista (RR) e Cacoal (RO) sobre direitos autorais de música

27.02.2026 Notícias

Ação visa conscientizar donos de estabelecimentos e empresas sobre a necessidade de fazer o licenciamento musical para sonorizar ambientes e remunerar compositores e artistas Nesta primeira semana de março, restaurantes,...

No aniversário do Rio, música segue como força da economia criativa

No aniversário do Rio, música segue como força da economia criativa

27.02.2026 Notícias

Execução pública de obras musicais arrecadou mais de R$ 427 milhões em 2025, segundo o Ecad Berço de alguns dos principais movimentos musicais do país, o Rio de Janeiro celebra seu aniversário em 1º de março com n...

Quarenta anos sem Nelson Cavaquinho, mas com o samba vivo

Quarenta anos sem Nelson Cavaquinho, mas com o samba vivo

18.02.2026 Notícias

Levantamento do Ecad revela as músicas mais executadas do compositor nos últimos cinco anos Neste dia 18 de fevereiro, completam-se 40 anos da morte de Nelson Cavaquinho, data que, neste ano, coincide com a Quarta-Feira d...

Ecad move ação contra municípios do Piauí por dívidas em direitos autorais de música no Carnaval 

Ecad move ação contra municípios do Piauí por dívidas em direitos autorais de música no Carnaval 

14.02.2026 Notícias

O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) moveu ações judiciais contra os municípios de Luís Correia, Água Branca, Barras, Corrente e Lagoa do Barro, todos no Piauí, pela inadimplência no pagamento ...

Ecad e associações de música assinam carta enviada a big techs sobre uso de conteúdos protegidos por IA

Ecad e associações de música assinam carta enviada a big techs sobre uso de conteúdos protegidos por IA

13.02.2026 Notícias

O Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) e as associações de música que o administram se uniram a outras entidades representativas dos setores musical, jornalístico e editorial, no envio de um comunic...

Ícone com seta para esquerda Voltar para listagem
Logo ECAD

Sobre o ECAD

  • O Ecad
  • Resultados
  • Ranking
  • Gestão coletiva
  • Caminho do Direito Autoral

Associações

  • Conheça as Associações
  • Abramus
  • Amar
  • Assim
  • Sbacem
  • Sicam
  • Socinpro
  • UBC

Eu Faço Música

  • Associações
  • Distribuição
  • Calendário de distribuição
  • Comunicados
  • Titulares

Eu Uso Música

  • Arrecadação
  • Serviços ao Usuário
  • Simulador de Cálculo
  • FAQ
  • Imprensa
  • Em Pauta

Fale com o Ecad

  • Onde estamos
  • Fale com o Ecad
  • Canal de Ética
  • Trabalhe Conosco

Redes sociais

Canal do Usuário Acesso ao Ecadnet
  • Portal da privacidade
  • Termos de uso
  • Política de Cookies
whatsApp milla-closed milla-opened