Cade multa autores em R$ 38 mi em benefício do cartel da ABTA

  • Eu Faço Música
    • Associações
    • Distribuição
    • Calendário
    • Comunicados
    • Para titulares
    • Regulamento de Distribuição
  • Eu Uso Música
    • Arrecadação
    • Serviços ao Usuário
    • Simulador de Cálculo
    • Regulamento de Arrecadação
  • Unidades do Ecad
  • Canal do Usuário
  • Associações
  • Caminho do Direito Autoral
  • Imprensa
  • Notícias em Pauta
  • Transparência
  • GRC
Conheça o Ecad Ícone mensagem Fale com o Ecad Banco de dados Ecadnet Ícone nova janela
  • Associações
  • Caminho do Direito Autoral
  • FAQ
  • Imprensa
  • Notícias em Pauta
  • Transparência
  • GRC
Ícone mensagem Unidades do Ecad Banco de dados Ecadnet Ícone nova janela
Logo ECAD
  • Eu Faço Música
    • Associações
    • Distribuição
    • Calendário
    • Comunicados
    • Para titulares
    • Regulamento de Distribuição
  • Eu Uso Música
    • Arrecadação
    • Serviços ao Usuário
    • Simulador de Cálculo
    • Regulamento de Arrecadação
  • Conheça o Ecad
  • Canal do usuário
  • Fale com o Ecad
PÁGINA INICIAL Notícias Cade multa autores em R$ 38 mi em benefício do cartel da ABTA
Cade multa autores em R$ 38 mi em benefício do cartel da ABTA

Cade multa autores em R$ 38 mi em benefício do cartel da ABTA

22.03.2013 Notícias

​Artigo publicado no jornal Hora do Povo pelo jornalista Carlos Lopes

 
O Cade, que deveria zelar pela concorrência e restringir monopólios privados e cartéis, há muito tornou-se um valhacouto dos monopólios e cartéis – contra os trabalhadores, o povo e o Brasil
 
A tentativa do Cade (sigla de um órgão chamado, impropriamente, Conselho Administrativo de Defesa Econômica) de inviabilizar a arrecadação de direitos autorais pelos artistas brasileiros, condenando o Ecad – e as associações de profissionais que formam este escritório de cobrança desses direitos – por suposta “formação de cartel”, é um escândalo despudorado, indecente e de uma corrupção tão evidente, que somente resta chamar a polícia para as devidas apurações. A decisão, inclusive, atropela circunstanciado parecer do procurador da República perante o Cade, Luiz Augusto Santos Lima, que opinou pelo arquivamento do processo administrativo.
 
O recurso contra os artistas ao Cade foi feito pela ABTA (Associação Brasileira de Televisão por Assinatura) – que não queria, e não quer, pagar direitos autorais aos músicos brasileiros. Esta ABTA é um cartel notório (e um cartel estrangeiro, apesar do nome), dos mais sabidos, reconhecidos, óbvios e desavergonhados entre os que operam no país.
 
Todo mundo sabe disso, até porque a ABTA é meramente a reunião da Telmex/AT&T (dona da NET e da Claro TV), Telefónica de España (dona da TVA e da TV Vivo) e da Sky, do sr. Murdoch, com a Motorola e meia dúzia de multinacionais “fabricantes de equipamentos voltados a TV por assinatura”. O resto – que, aliás, é muito pouco – não tem a menor importância.
 
Essas aves de rapina, como é de seu feitio, não querem pagar o que devem aos artistas. Assim, entraram no Cade, contra o Ecad e as associações de artistas.
 
O que faz o Cade? Condena os artistas, seu escritório de arrecadação (Ecad) e suas associações, por… formação de cartel, simplesmente porque estavam cobrando, coletivamente, o que o cartel das Tvs por assinatura estava devendo – e multou as entidades de artistas em, ao todo, R$ 38,2 milhões.
 
Que entidades são essas? As mais representativas e algumas das mais históricas organizações dos músicos: a Associação de Músicos Arranjadores e Regentes (Amar); a União Brasileira de Compositores (UBC); a Sociedade Brasileira de Autores, Compositores e Escritores de Música (Sbacem); a Sociedade Brasileira de Administração e Proteção de Direitos Intelectuais (Socimpro); a Sociedade Independente de Compositores e Autores Musicais (Sicam); e a Associação Brasileira de Música e Artes (Abramus).
 
Nos EUA, os sindicatos de trabalhadores foram frequentemente condenados por “formação de cartel”, devido a reivindicarem aumentos salariais. Segundo a sábia jurisprudência, somente sozinho um trabalhador podia pedir aumento ao patrão. Se o fizesse unindo-se aos colegas de trabalho (ou seja, através de um sindicato), aí era “formação de cartel”.
 
O Cade faz a mesma coisa e com uma impunidade que clama aos céus – que o digam os taxistas de Brasília, cujo sindicato foi multado em 1998; ou os sindicatos de vigilantes do Rio Grande do Sul (2003); ou pequenas empresas, como as reunidas na Associação das Autoescolas de Campinas, que em 2008 foi multada por organizar uma tabela com os custos mínimos dos serviços…
 
Da mesma forma, o Cade condenou por “formação de cartel” a Associação Médica Brasileira (AMB), porque esta estabeleceu uma tabela de preços mínimos dos procedimentos profissionais, para impedir que o cartel dos convênios e planos de saúde escalpelasse os médicos brasileiros.
 
Em suma, para o Cade, os trabalhadores “formam cartel” quando resistem aos cartéis.
 
Mas, quando se trata de enfrentar verdadeiros cartéis ou monopólios, a conversa é outra: houve, nos últimos 17 anos, nada menos que 7.819 “fusões ou aquisições”, que é dever do Cade analisar.
 
Entre elas: a da Brahma com a Antárctica; a do Itaú com o Unibanco; a aquisição da Cosan pela Shell; a da Vivo pela Telefónica; a venda, pela Ashmore Energy, da sua participação na Elektro para a Iberdrola; a fusão da Sadia com a Perdigão; a aquisição do Banco Real pelo Santander; a da Net pela Telmex/AT&T e da TVA pela Telefónica, ambas ilegais quando foram realizadas; e, claro, a da Kolynos do Brasil pela Colgate-Palmolive Company – o que fez esta última saltar de 27% para 79% de participação no mercado de dentifrícios.
 
Tudo isso foi aprovado pelo Cade, apesar da evidente monopolização do mercado – no máximo, houve medidas ridículas, como a substituição da marca Kolynos pela marca Sorriso, exatamente com a mesma embalagem e marketing de antes.
 
O Cade, que deveria zelar pela concorrência e restringir monopólios privados e cartéis, há muito tornou-se um valhacouto dos monopólios e cartéis – contra os trabalhadores, o povo e o Brasil.
 
É ridícula a argumentação de que os artistas, através de suas associações e do Ecad, não podem fixar preços para arrecadar seus direitos autorais – segundo um dos advogados do cartel das Tvs por assinatura “música não é tudo a mesma coisa” (como se eles quisessem pagar mais ao Chico Buarque do que ao Michel Teló – aliás, o risco aqui é acontecer o inverso).
 
Porém, sem fixar um preço único pelo conjunto dos direitos, para depois serem distribuídos de acordo com a frequência ou audiência da obra, como é possível cobrar? Como demonstrou o procurador Luiz Augusto Santos Lima, não existe outra forma dos direitos autorais serem cobrados coletivamente: “A opção associativa [para cobrar os direitos autorais] foi unificar em um repertório compartilhado todas as obras e direitos registrados, conferindo aos usuários uma licença única para a disponibilidade de sua execução de forma a se garantir a arrecadação e distribuição pelo ECAD. A fixação de preço uniforme em conjunto pelas associações é uma consequência imperiosa para a viabilidade do repertório compartilhado e sua licença única, bem como para a viabilidade da função legal do ECAD”.
 
É óbvio que, se não for assim, cada artista teria que negociar sozinho, individualmente, com as Tvs por assinatura, e com os demais monopólios do cartel dos meios de comunicação, o pagamento dos seus direitos autorais – imagine o leitor com que resultado.
 
A propósito, segundo a própria ABTA, o faturamento da TV por assinatura em 2012 foi R$ 17,4 bilhões, um aumento de 19,17% em relação a 2011, superando, pela primeira vez, o faturamento da TV aberta (R$ 14,1 bilhões). O Ecad está cobrando 2,55% do faturamento como direitos autorais dos músicos – compositores, arranjadores, intérpretes -, a mesma percentagem que é cobrada na TV aberta.
 
Mas, o Cade pretende estabelecer “proibição de se discutir preços em assembleia geral”. Essa é uma proibição manifestamente ilegal diante da Lei de Direitos Autorais (LDA), e, mais ainda, diante da Constituição, porque equivale a proibir os trabalhadores de discutirem em assembleia as suas reivindicações salariais. Evidentemente, os artistas têm que ser pagos por seu trabalho. Porque não podem discutir coletivamente o preço daquilo que produzem? Aqui, não estamos mais à beira do fascismo – a fronteira já foi ultrapassada.
 
O Cade também não tem autoridade para determinar que “no prazo de seis meses deve ser reformulado o sistema de gestão coletiva dos direitos autorais” – essa é uma questão que diz respeito ao Legislativo, isto é, uma questão política e jurídica, o que está completamente fora da órbita do Cade, um órgão meramente administrativo.
 
Quanto à história de que o Ecad tem “monopólio” da arrecadação, trata-se de puro cinismo diante da exploração de três ou quatro monopólios da TV paga (a Vivendi, dona da GVT, não é associada à ABTA). Propomos que o Cade condene a Receita Federal por monopólio na arrecadação dos impostos.
Imagine o leitor a existência de dois, três, seis ou cinquenta escritórios arrecadadores. Que beleza, para esses caloteiros monopolistas, discutirem eternamente no Cade ou na Justiça se devem pagar os direitos autorais a tal ou qual escritório – ou até fundarem alguns escritórios, para que os artistas só recebam o que eles querem, através do escritório deles…

compartilhe este conteúdo

Facebook Whatsapp Linkedin

continue lendo

Carnaval de Salvador: novos hits do axé dominam a folia, aponta levantamento do Ecad

Carnaval de Salvador: novos hits do axé dominam a folia, aponta levantamento do Ecad

04.02.2026 Notícias

O Carnaval de Salvador é sinônimo de trio elétrico, multidões nas ruas e uma trilha sonora que dita tendências para todo o país. A força da música baiana esteve novamente em evidência no levantamento produzido pelo Ec...

Ecad homenageia Phil Collins pelos 75 anos com ranking de suas músicas mais tocadas e regravadas

Ecad homenageia Phil Collins pelos 75 anos com ranking de suas músicas mais tocadas e regravadas

30.01.2026 Notícias

Com uma carreira que atravessa décadas e gerações da música pop e do rock internacional, Phil Collins completa 75 anos neste dia 30 com um repertório que segue amplamente presente nas execuções públicas no Brasil. Para...

Aos 45 anos, Justin Timberlake tem trajetória celebrada em levantamento do Ecad

Aos 45 anos, Justin Timberlake tem trajetória celebrada em levantamento do Ecad

29.01.2026 Notícias

Ranking reúne as músicas de autoria do artista mais tocadas e regravadas no país Justin Timberlake completa 45 anos no próximo dia 31 com uma trajetória marcada por sucessos da música pop. Para celebrar a data, o Ecad...

Justiça decide a favor do Ecad e determina suspensão do uso de músicas no Moleska Gastrobar e Shopping Pátio Central

Justiça decide a favor do Ecad e determina suspensão do uso de músicas no Moleska Gastrobar e Shopping Pátio Central

28.01.2026 Notícias

A Justiça concedeu decisões favoráveis ao Ecad em ações movidas contra estabelecimentos de Fortaleza por uso irregular de músicas. As medidas suspendem a execução pública de obras musicais, por som ambiente ou transmi...

MC Cabelinho completa 30 anos e Ecad faz ranking das músicas mais tocadas e regravadas do artista

MC Cabelinho completa 30 anos e Ecad faz ranking das músicas mais tocadas e regravadas do artista

27.01.2026 Notícias

MC Cabelinho chega aos 30 anos no próximo dia 28 como um dos principais artistas do trap brasileiro. Para celebrar a data, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) preparou um levantamento com as música...

Ecad e Secretaria da Cultura de SP firmam parceria para fortalecer o licenciamento musical no estado

Ecad e Secretaria da Cultura de SP firmam parceria para fortalecer o licenciamento musical no estado

26.01.2026 Notícias

São Paulo concentra 51% da arrecadação de direitos autorais do país O Ecad e a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo firmaram uma parceria para ampliar a conscientização e o li...

Ícone com seta para esquerda Voltar para listagem
Logo ECAD

Sobre o ECAD

  • O Ecad
  • Resultados
  • Ranking
  • Gestão coletiva
  • Caminho do Direito Autoral

Associações

  • Conheça as Associações
  • Abramus
  • Amar
  • Assim
  • Sbacem
  • Sicam
  • Socinpro
  • UBC

Eu Faço Música

  • Associações
  • Distribuição
  • Calendário de distribuição
  • Comunicados
  • Titulares

Eu Uso Música

  • Arrecadação
  • Serviços ao Usuário
  • Simulador de Cálculo
  • FAQ
  • Imprensa
  • Em Pauta

Fale com o Ecad

  • Onde estamos
  • Fale com o Ecad
  • Canal de Ética
  • Trabalhe Conosco

Redes sociais

Canal do Usuário Acesso ao Ecadnet
  • Portal da privacidade
  • Termos de uso
  • Política de Cookies
whatsApp milla-closed milla-opened